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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

atividades - primeiro período



ANO LETIVO 2017/2018

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

PRIMEIRO PERÍODO


DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO
16-10


Comer bem para saúde ter!








DIA DA BIBLIOTECA ESCOLAR

23-10

Aprender sem fronteiras!







SESSÃO DE COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO

25-10

 João Frazão da Comissão Política do PCP
Turmas do 12ºLH - Professora de História Elsa Viola
Saber para conhecer, compreender e refletir!


SEMANA DO CORAÇÃO
Turmas das Professoras Fátima Marisa, Isabel Henriques e Olga Mendes
14-11
Cuidar do coração para bem viver!


APRESENTAÇÃO DOS LIVROS

PÉ DESCALÇO, de Ricardo Frade
29-11
Pensar positivamente para o nosso caminho construir!



A VIAGEM DO ELEFANTE, de João Amaral (bd), baseada na obra de José Saramago
6-12

O ilustrador/ escritor João Amaral
explica maravilhosamente o processo de ilustração da obra acima referida.


João Amaral ilustra as  dedicatórias dos livros, cada uma delas com uma imagem diferente.
A foto fala por si, o carinho e prazer do ilustrador juntam-se ao talento!

PERTO DE MIM, de Inês dos Santos Pereira
14-12
Um livro, um amigo, uma vida a imaginar!



EXPOSIÇÃO DA TEORIA TECTÓNICA 

dezembro

Alunos do 12º ano de geologia , Professora Carla Inês Fernandes

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Xilogravura de Dürer



"Em Maio do ano de 1515, depois do nascimento de Cristo, trouxeram ao poderosíssimo Rei de Portugal, Manuel, em Lisboa, vindo da Índia um animal vivo chamado rinoceronte. Aqui se encontra desenhada toda a sua figura. Tem a cor duma tartaruga salpicada, é enormemente maciço e coberto de escamas. E do tamanho de um elefante, mas mais baixo, e muitíssimo capaz de se defender. Na parte anterior do focinho tem um corno aguçado e forte, que afia logo que se encontre ao pé de pedras. O abrutalhado animal é inimigo mortal do elefante, que lhe tem um medo tremendo. Quando se aproxima corre o animal metendo a cabeça entre as patas dianteiras do elefante, do que se não pode defender, por o animal estar tão bem armado que o elefante nada pode fazer; rasga e abre-lhe a barriga, dando cabo dele. Dizem também que o rinoceronte é lesto alegre e manhoso"Tradução da legenda da xilogravura de Dürer.



Turma 10º AV sob orientação da professora Sara Velasco





segunda-feira, 2 de maio de 2016

Poetas


MARIA TERESA HORTA


Nascimento: 20-05-1937
Morrer de Amor

Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

trocar tudo por ti
se for preciso.

               


VERGÍLIO FERREIRA

Nascimento: 28-01-1916
Falecimento: 01-03-1996

Que há para lá do sonhar?

Céu baixo, grosso, cinzento 
e uma luz vaga pelo ar
chama-me ao gosto de estar
reduzido ao fermento 
do que em mim a levedar
é este estranho tormento
de me estar tudo a contento
em todo o meu pensamento
ser pensar a dormitar.

Mas que há para lá do sonhar?


                         





MIGUEL TORGA
                                                                                                                      DOURO

                                                                                     
                                                                                         Cai o sol nas ramadas.
Nascimento:12-08-1907
Falecimento:17-01-1995
    O sol, esse Van Gogh desumano...
  E telas amareladas, calcinadas, 
Fremem nos olhos como um desengano.

A cor da vida foi além demais!
Lume e poeira, sem que o verde possa
Refrescar os craveiros e os tendais.
De uma paisagem mais secreta e nossa.

Apenas uma fímbria na morada,
Vermelha e roxa, se desenha ao fundo
O mosto de uma eterna madrugada 
Que vem do incêndio refrescar o mundo.


                               





CLARA DE BARROS

HÁ PEQUENOS JARDINS

Há pequenos jardins que não se vêem
Com flores sem perfume, cor de vago lume,
Pendentes enleados, levemente atados,
À espera de serem soltos ou apreciados.

Conheço gente assim, com cortinas na alma
Flores com perfume, cor de vago lume,
Esperando sentadas que as horas paradas
Lhes reguem o caule da esperança envasada.
                                           
                                                                                                                                   



MARIA FERNANDA COMENDA


UM SÓ TEMPO

Realidade do presente agora,
Realidade do passado outrora,
Realidades que se cruzam,
Realidades que se entrelaçam...

Presente, passado, futuro,
Num só tempo, num só minuto.
Energia que se sente e agita.
Energia que me transforma!

Eu sou de agora, eu sou de ontem,
Eu sou de amanhã, eu sou a alma
 que se movimenta!...

Estou aqui para viver,
Para cumprir, para fazer
Neste espaço que é meu,teu e de todos nós!
                                
                                                                                                    





quinta-feira, 14 de abril de 2016

POETAS


Nascimento19 de setembro de 1935, Torrão
Falecimento13 de outubro de 2004, Lisboa
MARIA ROSA COLAÇO

E com um búzio nos olhos claros Vinham do cais, da outra margem Vinham do campo e da cidade Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p’rá escola. Que desejavam?De face suja, iluminada?Traziam sonhos e pesadelos.Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.Ali chegavam. Ali estavam.Eram já velhos? Eram meninos?Vinham p’rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.Lá da planície. Lá da cidade.Das casas pobres. Dos bairros tristes.Vinham p’rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita. E os olhos grandes e voz macia. Ali chegaram para aprender. O sonho a vida a poesia.









FLORBELA ESPANCA

Charneca em Flor

Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...

 Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!                                       

E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...             Nascimento: 08-12-1894, Vila Viçosa
                                                                   Falecimento: 08-12-1930, Matosinhos
Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!

     Florbela Espanca




SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN



Noite de Abril
Nascimento: 06-11-1919, Porto
Falecimento: 02-07-2004, Lisboa

Hoje, noite de Abril, sem lua, 
A minha rua 
É outra rua.
                                                                       
Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste 
A noite de hoje veste 
As coisas conhecidas de aventura.

Uma rua nova destruiu as ruas do costume.
Como sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera 
Alguém que ela conhece.

E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.

                     in Poesia 1944



Nascimento: 13-09-1923 , Ponta Delgada
Falecimento: 16-03-1993 , Lisboa
NATÁLIA CORREIA


Fiz um conto para me embalar

Fiz com as fadas uma aliança.
A deste conto nunca contar.
Mas como ainda sou criança
Quero a mim própria embalar.
                                                                 
Estavam na praia três donzelas
Como três laranjas num pomar.
Nenhuma sabia para qual delas
Cantava o príncipe do mar.

Rosas fatais, as três donzelas
A mão de espuma as desfolhou.
Nenhum soube para qual delas
O príncipe do mar cantou.

                   Natália Correia


sexta-feira, 5 de junho de 2015

MÁRIO DE SÁ CARNEIRO

1890 - 2015
125 anos de comemoração




A casa Fernando Pessoa, em Lisboa, organiza em maio um programa de poesia, oficinas e música para assinalar os 125 anos do nascimento de Mário de Sá-Carneiro e os 100 anos da extinta revista literária Orpheu.
Mário de Sá-Carneiro, poeta e ficcionista português, fez parte do grupo fundador da revista Orpheu, em 1915, com Fernando Pessoa, Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor, entre outros. Nasceu no dia 19 de maio de 1890 e a data é assinalada com um debate sobre a sua poesia, segundo comunicado da Casa Fernando Pessoa.
A obra do autor de "A confissão de Lúcio" vai ser debatida pelos professores e investigadores Paula Morão, Fernando Cabral Martins e Gustavo Rubim, na data de nascimento do poeta.
                                                                            http://expresso.sapo.pt/cultura/casa-fernando-pessoa
                                        
                                   

Dispersão

Perdi-me dentro de mim 
Porque eu era labirinto, 
E hoje, quando me sinto, 
É com saudades de mim. 

Passei pela minha vida 
Um astro doido a sonhar. 
Na ânsia de ultrapassar, 
Nem dei pela minha vida... 

Para mim é sempre ontem, 
Não tenho amanhã nem hoje: 
O tempo que aos outros foge 
Cai sobre mim feito ontem. 

(O Domingo de Paris 
Lembra-me o desaparecido 
Que sentia comovido 
Os Domingos de Paris: 

Porque um domingo é familia, 
É bem-estar, é singeleza, 
E os que olham a beleza 
Não têm bem-estar nem familia). 

O pobre moço das ânsias... 
Tu, sim, tu eras alguém! 
E foi por isso também 
Que te abismaste nas ânsias. 

A grande ave dourada 
Bateu asas para os céus, 
Mas fechou-as saciada 
Ao ver que ganhava os céus. 

Como se chora um amante, 
Assim me choro a mim mesmo: 
Eu fui amante inconstante 
Que se traíu a si mesmo. 

Não sinto o espaço que encerro 
Nem as linhas que projecto: 
Se me olho a um espelho, erro - 
Não me acho no que projecto. 

Regresso dentro de mim, 
Mas nada me fala, nada! 
Tenho a alma amortalhada, 
Sequinha, dentro de mim. 

Não perdi a minha alma, 
Fiquei com ela, perdida. 
Assim eu choro, da vida, 
A morte da minha alma. 

Saudosamente recordo 
Uma gentil companheira 
Que na minha vida inteira 
Eu nunca vi... Mas recordo 

A sua bôca doirada 
E o seu corpo esmaecido, 
Em um hálito perdido 
Que vem na tarde doirada. 

(As minhas grandes saudades 
São do que nunca enlacei. 
Ai, como eu tenho saudades 
Dos sonhos que não sonhei!...) 

E sinto que a minha morte - 
Minha dispersão total - 
Existe lá longe, ao norte, 
Numa grande capital. 

Vejo o meu último dia 
Pintado em rolos de fumo, 
E todo azul-de-agonia 
Em sombra e além me sumo. 

Ternura feita saudade, 
Eu beijo as minhas mãos brancas... 
Sou amor e piedade 
Em face dessas mãos brancas... 

Tristes mãos longas e lindas 
Que eram feitas pra se dar... 
Ninguém mas quis apertar... 
Tristes mãos longas e lindas... 

E tenho pêna de mim, 
Pobre menino ideal... 
Que me faltou afinal? 
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!... 

Desceu-me nalma o crepusculo; 
Eu fui alguém que passou. 
Serei, mas já não me sou; 
Não vivo, durmo o crepúsculo. 

Alcool dum sono outonal 
Me penetrou vagamente 
A difundir-me dormente 
Em uma bruma outonal. 

Perdi a morte e a vida, 
E, louco, não enlouqueço... 
A hora foge vivida, 
Eu sigo-a, mas permaneço... 

. . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . 

Castelos desmantelados, 
Leões alados sem juba... 

. . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . 

Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão' 

A nossa biblioteca  também homenageou este maravilhoso autor com uma exposição de fotos e poemas.

Professores e alunos da disciplina de matemática expuseram trabalhos bastante criativos sobre a matemática e o mundo que nos rodeia.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

SEMANA DA LEITURA - 16 a 20 de março

EXPOSIÇÕES

GEOLOGIA - PALEOMEMORIAL



BIOLOGIA
PROFESSORA CARLA INÊS

As imagens falam por si!




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dia da Alimentação - 16 de outubro de 2014


Passos para a saúde
                                                              com uma boa alimentação
                                                           percorrendo a roda dos alimentos    
                                                                   e comendo fruta
                                                     uma maçã por dia dá-te saúde e alegria!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Exposição "Viagem no Tempo" - 15 a 31 de outubro 2014

Há anos atrás o nosso espaço situava-se na atual Sala de Professores - Bloco A.














O tempo avançou e a nossa biblioteca foi sofrendo transformações... já no Bloco C. Está bonita, não está?

E, agora que linda está esta exposição em homenagem ao nosso espaço!

Os alunos estão mesmo interessados...

Agradece-se a colaboração da Professora Eugénia Pinto. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

De 22 de abril a 6 de maio de 2013

Exposições

“Qual a sua origem genética? “
História de família - a árvore genealógica



“Como contribuir para a sustentabilidade da Terra?”
Conhecer a Ciência


“A poesia e a liberdade”
Sentir a Liberdade


“ Alimente o saber”
Mergulhando na Leitura



"Animais em vias de extinção"
Em Portugal

(Organizada pelos alunos do 10º CT1, orientados pela professora Carla Inês Fernandes)






 



terça-feira, 16 de abril de 2013

Semana de 22 a 26 de Abril

Na semana de 22 a 26 de abril várias são as atividades que irão decorrer na Biblioteca da nossa Escola.