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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
MÁRIO DE SÁ CARNEIRO
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| 1890 - 2015 125 anos de comemoração |
A casa Fernando Pessoa, em Lisboa, organiza em maio um programa de poesia, oficinas e música para assinalar os 125 anos do nascimento de Mário de Sá-Carneiro e os 100 anos da extinta revista literária Orpheu.
Mário de Sá-Carneiro, poeta e ficcionista português, fez parte do grupo fundador da revista Orpheu, em 1915, com Fernando Pessoa, Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor, entre outros. Nasceu no dia 19 de maio de 1890 e a data é assinalada com um debate sobre a sua poesia, segundo comunicado da Casa Fernando Pessoa.
A obra do autor de "A confissão de Lúcio" vai ser debatida pelos professores e investigadores Paula Morão, Fernando Cabral Martins e Gustavo Rubim, na data de nascimento do poeta.
http://expresso.sapo.pt/cultura/casa-fernando-pessoa
Dispersão
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.
(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:
Porque um domingo é familia,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem familia).
O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.
A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traíu a si mesmo.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projecto:
Se me olho a um espelho, erro -
Não me acho no que projecto.
Regresso dentro de mim,
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.
Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.
Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo
A sua bôca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.
(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...)
E sinto que a minha morte -
Minha dispersão total -
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.
Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.
Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...
Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas pra se dar...
Ninguém mas quis apertar...
Tristes mãos longas e lindas...
E tenho pêna de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!...
Desceu-me nalma o crepusculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.
Alcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em uma bruma outonal.
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço...
. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .
Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba...
. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.
(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:
Porque um domingo é familia,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem familia).
O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.
A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traíu a si mesmo.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projecto:
Se me olho a um espelho, erro -
Não me acho no que projecto.
Regresso dentro de mim,
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.
Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.
Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo
A sua bôca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.
(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...)
E sinto que a minha morte -
Minha dispersão total -
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.
Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.
Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...
Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas pra se dar...
Ninguém mas quis apertar...
Tristes mãos longas e lindas...
E tenho pêna de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!...
Desceu-me nalma o crepusculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.
Alcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em uma bruma outonal.
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço...
. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .
Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba...
. . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .
Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'
A nossa biblioteca também homenageou este maravilhoso autor com uma exposição de fotos e poemas.
Professores e alunos da disciplina de matemática expuseram trabalhos bastante criativos sobre a matemática e o mundo que nos rodeia.
Professores e alunos da disciplina de matemática expuseram trabalhos bastante criativos sobre a matemática e o mundo que nos rodeia.
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comemorações,
escritores,
exposições
AS ARTES NA VIDA ATIVA
Durante o mês de abril realizaram-se palestras com profissionais das várias profissões da sociedade, destacam-se:
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| Lara Berrones, estilista de alta costura |
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| Margarida Cavaleiro, arquiteta |
RUI CARRETO
A TRIBO DA PONTUAÇÃO
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| No dia 21 de abril pelas 15 h 00 |
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| o escritor Rui Carreto apresenta o seu interessante livro |
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| a alunos e professores . |
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Actividade da Biblioteca,
escritores - 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
LIVROS - NOVIDADES
LIVROS - NOVIDADES
Clara de Barros, A PARTITURA DO TEMPO

Em a Partitura do tempo, a partir de imagens fotográficas, a autora reflete, ora em verso ora em prosa, sobre a luz ou a sombra dos dias.
Maria Fernanda Comenda, MATILDE LIBÂNIA DOROTEIA
A vida, no século XIX, tal como ela é na realidade, cheia de amor,
sofrimento, desgostos, felicidade e esperança na personagem de
uma mulher verdadeira, inteligente, corajosa e muito consciente
da sua posição social enquanto mulher. Romance baseado numa história verídica.
Sara Timóteo, ELIXIR VITAE
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EXCERTO
As raparigas das flores
passam ciosas de amores
lá dentro, ao longe
a floresta adensa-se em sopranos
estertores ao vento (...)
Sebastião Macedo, pseudónimo de Sara Timóteo,
OS QUATRO VENTOS DA ALMA
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Joana de Brito é a protagonista destas páginas que retratam
a forma como
consegue transcender uma vida de limitações
e de venialidades de modo a
tornar-se uma pessoa livre.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
SEMANA DA LEITURA - 16 a 20 de março
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| Na direção |
LEITURA AMBULANTE
Nas asas da literatura lê-se com emoção sempre com as palavras no coração!
Dia 17 professores e alunos deambularam pela escola e foi bonito de se ouvir e ver!...
Nas asas da literatura lê-se com emoção sempre com as palavras no coração!
Dia 17 professores e alunos deambularam pela escola e foi bonito de se ouvir e ver!...
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| Sala de aula |
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| Sala de aula |
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| Sala de aula |
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| Sala de aula |
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| Bloco A |
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| Bloco B |
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Bloco E
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| Bar |
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Bar
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| Sala de professores |
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| Biblioteca |
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Actividade da Biblioteca,
leitura recomendada
SEMANA DA LEITURA - 16 a 20 de março
ENCONTRO DE ESCRITORAS
Dia 18 das 11h45 às 13h15
Biblioteca
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| As escritoras Clara de Barros, Fernanda Comenda e Sara Timóteo apresentaram a sua obra e falaram do seu percurso e experiências. |
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Actividade da Biblioteca,
escritores
quinta-feira, 28 de maio de 2015
SEMANA DA LEITURA - 16 a 20 de março
CONCURSO DO
LOGOTIPO ARTÍSTICO PARA A
BIBLIOTECA
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| Passou de seguida a cor de laranja... Eis o logotipo vencedor após uma difícil seleção! Autora: Filipa Martins , 12ºAV |
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Actividade da Biblioteca,
Alunos das turmas de Artes,
Concursos
SEMANA DA LEITURA - 16 a 20 de março
POEMAS À SOLTA
"Para seres grande sê inteiro
Nada teu exagera ou exclui
Sê todo em cada coisa
Põe quanto és no mínimo que fazes
Assim, cada lago a lua inteira brilha
Porque alta vive"
Fernando Pessoa
Sê todo em cada coisa
Põe quanto és no mínimo que fazes
Assim, cada lago a lua inteira brilha
Porque alta vive"
Fernando Pessoa
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| Um poema por dia não sabe o bem que lhe fazia! E foi assim que em todos os blocos da nossa escola, foi lido um poema diferente agora reunidos na imagem acima. |
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Actividade da Biblioteca,
escritores
sexta-feira, 22 de maio de 2015
SEMANA DA LEITURA
FILOSOFIA e LITERATURA
PROFESSOR
JOAQUIM CARLOS ARAÚJO
A FILOSOFIA TRÁGICA DA VIDA
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| A professora Cristina apresenta o professor convidado |
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| Professores e alunos atentos e envolvidos pela magnífica palestra |
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Palestra
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